Erguendo-se na mítica Mata do Fontelo, a escassos oitocentos metros do imponente núcleo catedralício da Sé de Viseu e do Museu Nacional Grão Vasco, o atual Solar do Vinho do Dão, historicamente batizado como Paço Episcopal do Fontelo, assume-se como muito mais do que um exemplar maior da arquitetura civil portuguesa. Cruzar os portões deste edifício granítico é penetrar num autêntico palimpsesto histórico onde se inscreveram as mais profundas transformações políticas, religiosas e sociais de Portugal ao longo de quase um milénio. De herdade agrícola medieval a residência de veraneio e sede de uma corte renascentista humanista, o edifício conheceu a decadência das invasões francesas, o pragmatismo austero de um presídio militar republicano e o drama humanitário dos refugiados da descolonização africana.
Atualmente, sob a presidência de Manuel Pinheiro na Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão, o Solar serve não só como quartel-general da instituição, mas também como o portal de entrada para a Rota dos Vinhos do Dão e palco principal de eventos marcantes como a primeira edição do Dão “Summer Wine Fest”, realizada nos dias 27 e 28 de junho de 2026.
Das Origens Medievais ao Século de Ouro
Quem cruza os portões de ferro e granito do Solar do Vinho do Dão, deixando-se embalar pela promessa festiva e pela aparente leveza de um copo na mão, caminha, na verdade, sem o saber, sobre as fundações de um império de memórias. Há uma mística invisível que flutua no ar da antiga Mata do Fontelo, um silêncio verdadeiramente ancestral que desafia o sussurrar dos visitantes. Naquele solo beirão, cada herdeiro desta celebração pisa um chão que já foi herdade medieval, corte renascentista de bispos exilados e reduto de resistência literária nas masmorras da ditadura. Desconhece o visitante moderno que o palácio que hoje o acolhe não é um mero cenário de cantaria, mas sim um palimpsesto quase milenar onde a história de Portugal e a seiva das vinhas se fundiram num abraço eterno e indissolúvel.
A certidão de nascimento do Fontelo recua ao processo de consolidação do Condado Portucalense e do jovem Reino de Portugal. No ano de 1122, D. Maria Seseriquiz, acompanhada pela sua irmã e pelos seus filhos, efetuou a doação perpétua da “herdade do Fontelo” ao prior D. Odório e à própria Sé de Viseu. Em 1149, a diocese expandiu a propriedade através da aquisição de parcelas adicionais de terra denominadas “Fontanelo”. Na época, o local era um território rústico, composto por densas matas, oliveiras, terrenos incultos, casas de lavoura e, crucialmente, as primeiras explorações vinícolas documentadas da região, estabelecendo o cordão umbilical agrário que vigora até aos dias de hoje.
O valor estratégico e a tranquilidade da herdade motivaram o bispo D. João Homem a iniciar, em 1399, a construção de um palácio residencial de repouso e férias para os prelados de Viseu, cuja residência oficial e administrativa permanecia no centro urbano, adjacente à Sé Catedral. Pouco tempo depois, em 1426, iniciou-se a construção da Capela de Santa Marta, consagrada no seio do complexo para servir as necessidades espirituais privadas da alta hierarquia da Igreja beirã. Desta fase gótica primitiva, o edifício conserva ainda marcas indeléveis na sua estrutura, nomeadamente os robustos contrafortes exteriores e vãos de portas e janelas com arcos apontados.
Contudo, a fase mais brilhante, e simultaneamente mais perigosa, da história do palácio desenrolou-se durante o século XVI, sob a égide do bispo D. Miguel da Silva. Homem de refinada erudição, conhecedor profundo do grego e do latim. D. Miguel era filho do primeiro Conde de Portalegre e passara dez anos a estudar na Sorbone, em Paris, seguidos de onze anos como embaixador de D. Manuel I junto do Vaticano, em Roma. O seu regresso a Portugal, em 1525, deu-se por ordem expressa do novo monarca, D. João III, que desconfiava do estilo de vida de grande fausto e das simpatias curiais do prelado.
O desvalimento de D. Miguel junto do rei assentava numa complexa teia de melindres dinásticos, diplomáticos e ideológicos. Em primeiro lugar, D. João III nunca perdoou a D. Miguel o facto de este ter sido o intermediário papal que facilitou o casamento do seu pai, D. Manuel I, com Leonor de Áustria, em 1518, uma vez que D. Leonor estava originalmente prometida ao próprio D. João III. O rei carregou um ressentimento vitalício contra o diplomata que viabilizara o matrimónio daquela que se tornou a sua madrasta. Em segundo lugar, D. Miguel da Silva opunha-se ativamente à introdução do Tribunal do Santo Ofício em Portugal. Enquanto embaixador em Roma, procrastinara o processo junto da Santa Sé e, posteriormente, defendeu de forma convicta os direitos dos cristãos-novos face ao fanatismo que começava a dominar a corte joanina. Finalmente, nomeado Escrivão da Puridade por D. João III, D. Miguel enfrentou forte oposição interna, designadamente do seu cunhado D. António de Noronha, o que o isolou ainda mais na corte e o forçou a retirar-se para a diocese de Viseu, para a qual fora eleito com notória relutância régia, em 1526.
Exilado na Beira Alta, D. Miguel da Silva decidiu redefinir a fisionomia de Viseu à imagem das cortes renascentistas italianas, trazendo consigo de Itália o arquiteto bolonhês Francesco Cremona. Sob a orientação de Cremona, o antigo Paço do Fontelo foi profundamente intervencionado. A Capela de Santa Marta foi remodelada segundo as linhas puras do Renascimento, visíveis na sua cobertura em cúpula e na cantaria de granito. Como mecenas ativo, D. Miguel encomendou para a capela um retábulo monumental ao mestre pintor Vasco Fernandes, o Grão Vasco, ou ao seu estreito colaborador Gaspar Vaz. A pintura a óleo sobre madeira decorou a capela até ser transferida para o Museu Nacional Grão Vasco.
Em paralelo, D. Miguel da Silva transformou a mata envolvente numa “quinta de recreio”, um conceito de jardim paisagístico inovador em Portugal, inspirado nas vilas italianas. Foram criados terraços geométricos, fontes e tanques de água, sendo que o jardim do Fontelo detém ainda o título de ter acolhido a primeira árvore exótica documentada em solo nacional: um pinheiro importado diretamente do Brasil nas primeiras décadas após o achamento do território.
A rutura final com a coroa consumou-se em 1540, quando o Papa Paulo III nomeou D. Miguel da Silva cardeal. O rei proibiu-o de viajar para Itália, sugerindo que o bispo simulasse doença para faltar ao Concílio de Trento. Em julho de 1540, D. Miguel fugiu clandestinamente de Viseu rumo a Roma. Em represália, D. João III desnaturalizou-o por traição em 1542, confiscando todos os seus bens e rendimentos e votando o Paço do Fontelo a um período de abandono temporário. A recuperação física do imóvel seria encetada em 1553 pelo Bispo D. Gonçalo Pinheiro, que terminou o cercamento de muros e ergueu os imponentes pórticos da alameda de acesso que ainda hoje subsistem. No início do século XVII, o Bispo D. João Manuel concluiu as reformas, reedificando a Capela de Santa Marta e erguendo a emblemática galeria de colunata clássica no alçado do edifício.
Marcas de Guerra e de Confinamento
O Paço do Fontelo manteve o seu estatuto de residência estival episcopal até à eclosão das Invasões Francesas, no início do século XIX. No outono de 1810, o exército napoleónico comandado pelo Marechal André Massena invadiu a Beira Alta, ocupando a cidade de Viseu. Massena ordenou o desalojamento imediato da hierarquia eclesiástica da sua residência oficial no centro urbano, transformando o palácio adjacente à Sé em aquartelamento e hospital de campanha das tropas francesas. Em contrapartida, as tropas inglesas aliadas estabeleceram o seu próprio hospital militar de retaguarda no Paço do Fontelo. Esta requisição forçada obrigou o Bispo D. Francisco Monteiro Pereira de Azevedo a transferir definitivamente a sede oficial e a residência permanente do episcopado para o Paço do Fontelo, uma situação que se manteve inalterada até ao crepúsculo da monarquia.
Com a instauração da República, o imóvel foi retirado à diocese e entregue ao Ministério da Defesa e da Guerra, que o converteu num presídio militar. As antigas camarinhas episcopais foram adaptadas a celas de reclusão e os salões nobres passaram a albergar postos de sentinela e arrecadações de material bélico. Foi precisamente neste ambiente de reclusão severa que o Fontelo testemunhou um dos episódios mais célebres da história literária e política portuguesa: a fuga espetacular do escritor Aquilino Ribeiro em agosto de 1928, que, após ser detido por oposição à Ditadura Militar, conseguiu serrar a madeira do soalho e evadir-se com a cumplicidade de funcionários locais para o exílio em Paris.
Mais tarde, entre 1975 e 1991, as volumosas salas do antigo palácio episcopal gótico e renascentista serviram de santuário humanitário e social, sendo utilizadas pelo Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais (IARN) para albergar temporariamente dezenas de famílias portuguesas que regressavam do complexo processo de descolonização africana.
O Traço de Souto de Moura
A requalificação definitiva deste complexo monumental operou-se entre os anos de 2001 e 2004, através de uma parceria frutuosa entre o Município de Viseu e a CVR do Dão, que visou salvar o palácio do estado de degradação estrutural em que se encontrava após décadas de ocupação militar e habitacional intensa. O projeto foi confiado ao conceituado arquiteto Eduardo Souto de Moura, vencedor do prémio Pritzker, que trabalhou em estreita parceria com o arquiteto Humberto Vieira.
Souto de Moura aplicou um conceito rigoroso de restauro crítico. A sua intervenção centrou-se em expurgar o interior do edifício de todas as paredes divisórias, tabiques e estruturas precárias de cimento erguidas no século XX, limpando os amplos salões e deixando a nu o esqueleto primitivo gótico e maneirista do paço. Ao mesmo tempo, dotou o palácio de todas as infraestruturas modernas, técnicas e funcionais necessárias para albergar a sede administrativa e laboratorial da CVR do Dão, inaugurada formalmente como Solar do Vinho do Dão em 2004.
O projeto ganhou nova escala em 2015 com a abertura do Welcome Center da Rota dos Vinhos do Dão, convertendo-se num polo dinâmico onde os amantes do vinho e os turistas podem realizar provas sensoriais de referências provenientes de cerca de 48 a 49 produtores registados na região, adquirindo as garrafas diretamente ao preço de adega. O arquiteto preservou os elementos graníticos puros, como as janelas ogivais e a colunata clássica, introduzindo mobiliário de aço, vidro e madeiras nobres totalmente reversíveis, que dialogam de forma contemporânea com a aspereza da pedra sem a tentar mimetizar. Adicionalmente, o projeto devolveu a ligação física e visual do palácio à mata secular do Parque do Fontelo, resgatando a essência original renascentista da “quinta de recreio”, onde o edificado nobre coabita harmoniosamente com a natureza circundante.
Dão Summer Edition
Saltando no tempo até ao presente, a primeira edição do Dão Summer Edition, celebrada nos dias 27 e 28 de junho de 2026, serve como o exemplo perfeito de como este património edificado se reconciliou com a sua matriz económica e vitivinícola original. Por trás do ambiente festivo e descontraído de um evento de verão concebido para aproximar o grande público dos vinhos, a CVR do Dão desenhou um atraente evento vínico.
Para regular o acesso ao relvado e aos sumptuosos jardins geométricos do Solar, a organização estabeleceu um sistema de bilheteira digital e física através de uma plataforma digital. Este sistema de senhas revelou-se o verdadeiro motor operacional do certame. Cada fração permitia ao visitante aceder a uma dose de prova nos balcões dos vinte produtores presentes ou, em alternativa, garantir o acesso às exclusivas sessões de “Speed Tastings”, cujos lugares eram condicionados pela lotação do espaço.
Diálogos de Terroir: O Programa de Masterclasses e Debates
O grande trunfo do Dão Summer Edition foi conseguir equilibrar o prazer da descoberta de copo na mão com o debate científico e formativo de alto nível. As denominadas “Lab Talks” funcionaram como autênticos fóruns informais onde investigadores, técnicos e decisores do setor debateram os caminhos da viticultura de montanha frente ao aquecimento global, focando temáticas como a biodiversidade e a sustentabilidade ecológica. Paralelamente, as sessões de “Speed Tastings” trouxeram abordagens sensoriais focadas e dinâmicas, sob a batuta de reputados escanções, críticos e enólogos.
O alinhamento cronológico ao longo dos dois dias de festival constituiu uma autêntica maratona de conhecimento enófilo. No sábado, o certame abriu com Mafalda Ortigão a liderar uma prova dedicada ao papel das mulheres no ecossistema vitivinícola do Dão, enquanto em simultâneo decorria uma mesa redonda sobre a biodiversidade e a vida na vinha. Seguiu-se uma incursão de Diogo Lucas pelo potencial crescente dos vinhos rosés da região, servindo de antecâmara para uma discussão técnica focada em como a viticultura de precisão e a análise de dados estão a transformar as adegas contemporâneas.
Ao final da tarde de sábado, o prestigiado escanção Tiago Macena desvendou a identidade única de Lafões, abrindo espaço para um debate subsequente focado no retrato atual do mercado e nas novas tendências de distribuição global. A transição para a noite fez-se com um encadeamento de provas sensoriais de luxo: Pedro Prata dissecou a elegância dos vinhos de parcela única; Sónia Martins trouxe a frescura e a complexidade das bolhas dos espumantes regionais; Rodrigo Martins desafiou convenções com uma masterclass sobre vinificações minimalistas; Cláudio Martins apresentou o requinte de vinhos sob o lema da arte dos vinhos finos; e Rodrigo Costa encerrou com chave de ouro ao explorar as imensas variações interpretativas da casta branca rainha, o Encruzado.
No domingo, o programa reabriu com Constantino Ramos a trazer novamente o foco para as especificidades da região de Lafões, ao mesmo tempo que se debatia a importância do design e da comunicação na forma como os rótulos interagem com o consumidor moderno. A ligação à gastronomia de excelência foi firmada por Inês Beja numa sessão dedicada à harmonização clássica entre os vinhos do Dão e o queijo regional, à qual se seguiu um painel científico focado no que vai para lá do rótulo em termos de transição ecológica sustentável. O fecho das atividades técnicas contou com João Oliveira a guiar os provadores pelas castas brancas menos vistas da região, uma tertúlia conduzida por chefs sobre enogastronomia e territórios e, por fim, uma sessão assinada por João Gouveia Osório com foco nos tintos estruturados que mostram a casta e a identidade beirã para além da omnipresente Touriga Nacional. Para ambientar este ecossistema de partilha, o evento foi pontuado por atuações do saxofonista Luís Erra, o samba do grupo Cravo e Canela, as fanfarras itinerantes da Farra Fanfarra e os conjuntos rítmicos do DJ Pira.
Os Vinte Embaixadores do Vinho no Recinto do Solar
A seleção das vinte casas vitivinícolas presentes no Dão Summer Edition traçou um mapa fidedigno e exaustivo da diversidade que hoje caracteriza o território beirão, demonstrando a coexistência saudável entre adegas cooperativas de forte pendor social e pequenos viticultores de cariz independente ou biológico. Como tónico de celebração, a noite prévia ao evento foi marcada pela entrega dos prestigiados Prémios Dão Primores, relativos à declaração de vindima de 2025, distinguindo a Adega de Penalva do Castelo na categoria de vinhos tintos e a Quinta das Mestras, sediada em Santar, no topo dos vinhos brancos.
No terreno, o desfile de expositores revelou o vigor e a tipicidade enológica de cada produtor. A Adega de Mangualde destacou-se pelo seu perfil de vinhos clássicos e gastronómicos, secundada pela imponente e premiada Adega de Penalva e pela Adega de Silgueiros, esta última enraizada numa das zonas de solos graníticos mais célebres do Dão. No segmento dos vinhos de autor e de mínima intervenção, o viticultor António Madeira exibiu o seu elogiado trabalho de recuperação de vinhas velhas situadas nos contrafortes da Serra da Estrela. Por sua vez, a grande escala comercial combinada com o enoturismo histórico de prestígio esteve representada pelas insígnias de peso Cabriz e Casa de Santar, integradas no grupo Global Wines. O arrojo gráfico e o rejuvenescimento estilístico ficaram demonstrados no espaço da Caminhos Cruzados, focada na casta Encruzado, e na propriedade familiar Chão da Quinta, focada no equilíbrio entre a tradição das castas locais e a tecnologia de ponta.
A secular Casa da Passarella entusiasmou os provadores com as suas referências de guarda e inquestionável complexidade mineral, enquanto a Código Wines apresentou lotes contemporâneos e minimalistas. A fineza dos vinhos monovarietais esteve espelhada na chancela Pedra Cancela, acompanhada pela pureza e frescura dos vinhos de altitude da Quinta da Cerca, da Soito Wines e pelo valioso património vitícola da Quinta da Giesta 1884. O caráter influenciado pela altitude e pela proximidade à Serra da Estrela marcou os portefólios da Quinta da Rebôtea e Quinta Ponte Pedrinha, a par do percurso pioneiro e histórico da Quinta da Vegia e Quinta dos Roques na vinificação de castas isoladas. O elenco completou-se com a precisão artesanal da Quinta das Queimas, o prestígio global das vinhas de sequeiro da Quinta de Lemos, a biodiversidade florestal que circunda a Quinta do Sobral e a emblemática Quinta dos Carvalhais, propriedade da Sogrape reconhecida como a grande impulsionadora da modernização enológica regional. A frescura viva, a acidez cortante e o perfil atlântico de Lafões estiveram fielmente representados pela Quinta do Gato e pelo Chão de S. Francisco, evidenciando o esforço da comissão vitivinícola em alargar as fronteiras tradicionais da região.
A Redenção pelo Vinho
Analisado sob a perspetiva minuciosa do jornalismo vínico, o Dão Summer Edition demonstra ser muito mais do que um festival de cariz estival, representa o culminar de um longo processo de regeneração histórica, urbana e social da Beira Alta. Ao abrir as portas monumentais do Solar do Vinho do Dão para cruzar debates sobre ciência e sustentabilidade agrícola com a degustação de vinhos contemporâneos de excelência, opera-se uma autêntica inversão de significado num monumento historicamente conotado com o isolamento e o confinamento prisional.
O néctar que hoje nos enche o copo é o mesmo que, há nove séculos, começava a moldar a paisagem e a identidade de Viseu. O vinho assume-se, assim, como o verdadeiro guardião e garante da preservação ativa deste património milenar. O que começou como uma exploração rústica medieval ganhou uma nova e vibrante centralidade. Ao atrair centenas de entusiastas e o tecido produtivo regional para um certame estruturado, o Solar do Vinho do Dão deixa de ser uma mera testemunha passiva do passado beirão para se afirmar como a sentinela e o motor do futuro cultural e económico do Dão. Participar neste evento é, em suma, brindar à nossa própria história, com os olhos postos na vanguarda do que o futuro tem para oferecer.





