Nuno Ribeiro, mais conhecido dentro do retângulo futebolístico como Maniche, lançou recentemente dois champanhes ostentando o seu nome, produzidos pela “Maison Cattier”. O ex-futebolista acompanhou todo o processo da escolha de lotes, engarrafamento e rotulagem. Este lançamento é o culminar de uma velha paixão vínica e inaugura a internacionalização da oferta do portefólio ao consumidor, sem nunca deixar esquecer a ligação ao futebol.
Nuno Ricardo de Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Maniche dentro das quatro linhas do retângulo futebolístico nacional, foi um dos raros atletas que envergou a camisola dos três clubes conhecidos como os grandes do futebol português. Germinou no Benfica, foi campeão europeu no Futebol Clube do Porto e pendurou a chuteiras, depois de uma rápida passagem pelo Sporting, clube do coração e do qual era sócio. Entretanto foi ainda atleta de clubes bem conhecidos dos adeptos de bom futebol.
Enquanto jogador foi um médio com grande apetência para municiar o ataque e explorou com grande sucesso a apetência para a marcação de golos muito vistosos de longa distância. Para a história ficou aquele contra a Holanda no Euro 2004 de um dos ângulos da grande área. Em todo este percurso de sucesso houve um denominador comum – a camisola com o número 18.
Quando pendurou as chuteiras, em 2011, ainda tentou enveredar pela carreira de treinador e orientou o Paços de Ferreira e a Académica de Coimbra, enquanto adjunto. No entanto, no ano de 2016 encerrou esta nova faceta no mundo de futebol para dar lugar a uma paixão que fermentava com cada vez maior intensidade.
Do Douro para “Champagne” com uma ligação dourada ao futebol
O pontapé de saída no mundo dos vinhos foi dado em 2016 com a compra de vinhas no Douro e posterior lançamento de dois vinhos em parceria com a Quinta da Pacheca e enologia de Maria Serpa Pimentel.
No entanto, esse seria apenas o primeiro passo na fileira vínica nacional. Tal como a sua vida futebolística, a paixão cresceu e saltou fronteiras em direção à região de Champagne, mais especificamente Reims, onde assinou uma nova parceria com uma casa com quatrocentos anos de história desenvolvida ao longo de treze gerações de produtores. Nada mais do que uma das mais prestigiadas referências da região: a Cattier.
Tal como referiu Maniche: “este foi um passo muito pensado e ponderado tendo em vista a internacionalização do nosso portefólio. Eu não podia escolher um parceiro qualquer, a mim só me interessam os produtos de topo.”
Ainda assim, o vínculo entre o futebol e o vinho volta a fortalecer-se através de um acaso que deveria estar escrito no firmamento futebolístico. Jean-Jacques Cattier, líder da pretérita geração familiar, que conseguiu guindar e cimentar a marca como um produto muito exclusivo e de grande sucesso mundial, também é um dos principais acionistas da equipa Stade de Reims.
O Reims é um dos clubes com mais vitórias na história do futebol francês, o seu palmarés inclui a conquista de seis títulos da Ligue 1, duas Taças da França e cinco Troféus dos Campeões. O clube também ostenta um bom desempenho a nível europeu, no seu currículo apresenta duas finais, nas edições de 1956 e 1959, da Taça dos Campeões da Europa, a conquista da Taça Latina e da Taça dos Alpes em 1953 e 1977.
Nas palavras de Maniche: “Esta é uma união carregada de pontos comuns com um futebol ganhador de títulos e de conquistas memoráveis”.
As novas aquisições vínicas para uma renovada temporada de desafios
Os dois champanhes denominados, “Cattier Emedezoito by Maniche Brut Rosé Premier Cru” e Cattier Emedezoito by Maniche Brut Premier Cru”, foram lançados ao público em Portugal, na cidade do Porto, seguido de um evento internacional em Madrid.
O primeiro foi produzido segundo as palavras de Maniche “pela adição de vinho tinto à mistura, o Brut Rosé Premier Cru reflete a qualidade das castas Pinot Noir e Pinot Meunier da “Montagne de Reims” e a sua deslumbrante complexidade aromática”. Enquanto o segundo “foi produzido a partir de uma mistura dominada por Pinot Noir das minhas nove aldeias favoritas, caracterizando-se pela sua elegância, generosidade e personalidade intensamente frutada dada pelos três anos de estágio, referiu Maniche.


