Touriga Nacional

RIEDEL
Credits: Vine to Wine Circle

Ficha da Casta

Variedade

Touriga Nacional

Sinonímia

Azal Espanhol, Carabuñeira (Esp), Preto Mortágua, Mortágua, Touriga, Touriga Fina, Tourigo Antigo e Tourigo do Dão.

Variedades erradamente identificadas com a Touriga Nacional

Azal Tinto

Origens

A origem da casta está ligada ao Dão ou ao Douro onde foi primeiramente mencionada em 1790, por Constantino Lacerda Lobo na obra “Memoria sobre a cultura das vinhas e sobre os vinhos”. No entanto, segundo Rolando Faustino, o berço das Touriga Nacional terá sido o Dão, onde apresenta maior diversidade morfológica.

Características

A casta apresenta um vigor elevado e uma produtividade média/elevada (8 a 15 t/ha). O cacho é pequeno/médio (95 a 250 g), e medianamente compacto. O bago é pequeno e tem uma película grossa. A casta é pouco sensível ao míldio e ao oídio mas sensível à escoriose.

Regiões de Maior Relevância e Expansão

Credits: Vine to Wine Circle

A casta encontrava-se plantada em 12143 hectares, no ano de 2018, sendo a terceira casta tinta mais plantada em Portugal, correspondendo a 6 % do total nacional.

A região que apresentava as maiores manchas de plantio, com 4228 hectares, o que correspondia a quase 10% do total, era o Douro, em 2018. A casta também se encontrava plantada em 3116 hectares no Dão, o que correspondia a cerca de 22%. No Alentejo as plantações atingiram os 1271 hectares, em 2018. Na região de Trás-os-Montes a plantação era de 1155 hectares, o que correspondia a 8,5% do total, em 2018.

Abaixo dos 100 hectares de implantação da casta, encontramos Terras da Beira com 711 e Lisboa tinha 543 hectares plantados.

Com menos de 500 hectares apresentaram-se Tejo, Beira Atlântico, Setúbal e Algarve com 465, 288, 243, 50 hectares, respetivamente.

O recente sucesso da casta ocasionou uma migração para Espanha, Austrália, Califórnia, Argentina, França e Brasil.

Parentalidade

A Touriga Nacional é geneticamente parecida com a Rufete.

Notas de Prova

Os vinhos desta casta são frequentemente florais, fazendo lembrar violetas ou esteva, e frutados com aromas a frutos silvestres e frutos vermelhos.

Fontes

  • Böhm, Jorge (2007), Portugal Vitícola – O Grande Livro das Castas, Chaves Ferreira Publicações, Lisboa
  • Robinson, Jancis; Harding, Julia; Vouillamoz, José (2012), Wine Grapes: A Complete Guide to 1,368 Vine Varieties, including their Origins and Flavours, Penguin Group, Londres
  • https://www.ivv.gov.pt (11 de novembro de 2020)

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