Touriga Franca

RIEDEL Mind the Glass

Ficha da Casta

Variedade

Touriga Franca

Sinonímia

Albino de Souza, Touriga Francesa e Tourigo Francês

Variedades erradamente identificadas com a Touriga Franca

Touriga Fêmea

Origens

A origem da casta está ligada ao Douro mas não é muito antiga pois apresenta pouca diversidade genética e não é mencionada, segundo Almadanim (2007), na literatura antes de 1880.

A denominação Touriga Francesa teve origem nos anos 40 do último século. A actual denominação decorre da lista oficial das castas, pela Portaria 428 do ano 2000.

Características

A casta apresenta um vigor médio/elevado e uma produtividade elevada (8000 a 16000 kg/ha). O cacho é médio/grande (200 a 300 g), e medianamente compacto. O bago é médio e tem uma película medianamente grossa. A casta tem alguma sensibilidade à podridão cinzenta.

Regiões de Maior Relevância e Expansão

A casta encontrava-se plantada em 12667 hectares, no ano de 2018, sendo a segunda casta tinta mais plantada em Portugal, correspondendo a 7% do total nacional.

A região que apresentava as maiores manchas de plantio, com 10 121 hectares, o que correspondia a quase 30% do total, era o Douro, em 2018. A casta também se encontrava plantada em 957 hectares em Trás-os-Montes e no Alentejo as plantações atingiram os 417 hectares, em 2018. Na região de Terras de Cister e Terras da Beira a plantação era de 240 hectares, em cada uma delas. Na região do Tejo e de Setúbal a plantação era residual: 100 e 61 hectares, respetivamente.

Parentalidade

Segundo Castro (2011) a casta nasceu do cruzamento entre a Touriga Nacional e a Marufo.

Notas de Prova

Os vinhos desta casta são geralmente frutados, com um leve toque floral e equilibrados.

Fontes

  • Almandanim, M.C.; Baleiras-Couto M.M; Pereira H.S; Carneiro L.C; Fevereiro P; Eiras Dias J.E; Morais-Cecílio, L; Viegas W e Veloso M.M (2007), Genetic diversity of the grapevine (Vitis vinifera L.) cultivars most utilized for wine production in Portugal, Vitis 46, 3: 116-19
  • Böhm, Jorge (2007), Portugal Vitícola – O Grande Livro das Castas, Chaves Ferreira Publicações, Lisboa
  • Castro, I; Martin, J,P; Ortiz, J,M; Pinto-Carnide, O. (2011) Varietal discrimination and genetic relationships of Vitis vinifera L. cultivares from two major Controlled Appellation (DOC) regions in Portugal, Scientia Horticulturae 127, 4:507-14
  • Robinson, Jancis; Harding, Julia; Vouillamoz, José (2012), Wine Grapes: A Complete Guide to 1,368 Vine Varieties, including their Origins and Flavours, Penguin Group, Londres
  • https://www.ivv.gov.pt (10 de agosto de 2020)

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