Dão – 13% – PVP: 26 Euros – Nota: 93+/18,5
Proveniente de vinhas velhas implantadas em solos graníticos, entre os 500 e 600 metros de altitude. Aroma pouco intenso, mas preciso a flores, fruta cítrica, salinidade, gengibre, mineralidade e algumas especiarias. No palato mostra boa intensidade a fruta de caroço, salinidade, fruta cítrica e algumas especiarias. O leve tanino confere alguma textura ao lote. Para a cave.
Um muito jovem, muito puro a fazer lembrar o caráter dos vinhos do Dão de outrora.
Vinificação: As uvas fermentaram em barricas de 500 litros (50%) e o restante em depósitos de inox, com leveduras indígenas. O vinho estagiou durante dois anos nas mesmas barricas e depósitos de inox. O estágio prolongou-se por mais 10 meses para o lote em depósitos de inox.
Castas: Síria, Fernão Pires, Bical, Encruzado, Arinto, Cerceal e outras não referenciadas.
Aspeto: Pálido e amarelo claro.
Nariz: Intensidade média(-), urze, flor de laranjeira, gengibre, lima, pera, leve pêssego, leve pimenta branca, sal e pedra molhada.
Boca: Intensidade média(+), seco, leve tanino, acidez média(+), álcool médio, corpo médio, lima, pêssego, leve pimenta preta, salino e final médio(+).
Produtor: António Madeira
Projeto: António Madeira regressou a Portugal em 2017 a Pinhanços, de onde é originária a sua família. A aposta reside em revelar o potencial da sub-região da Serra da Estrela e das vinhas velhas, situadas entre 450m e 600m de altitude, em solos essencialmente graníticos. As muitas pequenas parcelas onde há uma grande mistura de castas, onde se destacam nos tintos Jaen, Baga e Tinta Amarela e nos brancos Bical, Fernão Pires, Siria, Cerceal e Arinto. Esta composição característica de vinhas velhas desta zona é muito diferente da escolha feita nas vinhas modernas do Dão, pelo que o perfil dos vinhos do António conduzem-nos ao que eram os vinhos do Dão há umas boas décadas.
Enologia: António Madeira.
Condição de Prova: Sem acompanhamento de comida.
Capacidade: 0,75 L
Temperatura de Serviço: 14º
Data de prova: 2026/3/1
