Alvarinho

RIEDEL Garrafeira Fernando's Garrafeira Fernando's
Credits: CVRVV

Ficha da Casta

Variedade

Branca

Sinonímia

Galego (PT), Galeguinho (PT), Albariño (ESP), Albelleiro (ESP)

Variedades erradamente identificadas com a Alvarinho

Caínho Branco (PT); Galego Dourado (PT); Albarín Blanco (ESP); Albillo Real (ESP); Caiño Blanco (ESP); Savignin Blanc (ESP), (F), (AUST); Verdeca (IT)

Origens

É uma casta originária do Norte de Portugal ou da Galiza, no Noroeste de Espanha. Na Galiza, a casta é mencionada pela primeira vez em 1843 e é considerada como uma das mais antigas castas do Noroeste de Espanha.

Alguns autores espanhóis (Boso e Santiago) referiram, na primeira década deste milénio, algumas vinhas com idades compreendidas entre 200 a 300 anos, no entanto ainda não existe evidência científica deste facto.

Em Portugal, o primeiro registo conhecido foi realizado por Constantino Lacerda Lobo, em 1790, na obra “Memoria sobre a cultura das vinhas e dos vinhos” e identifica a casta na sub-região de Monção e Melgaço.

Em 1822, António Teixeira Gyrão redige um “Tratado Theorico e Pratico da Agricultura das Vinhas” mencionando a casta em Monção e em Espanha, na zona das Rias Baixas. Segundo o autor a casta seria pouco apreciada.

Características

A Alvarinho apresenta um vigor médio/elevado, robusta e medianamente fértil (8 -12 t/ha), cacho pequeno/médio (120/300 g), bago pequeno com película grossa. A casta é medianamente suscetível ao míldio e ao oídio.

Regiões de Maior Relevância e Expansão

Em Espanha, a Alvarinho foi uma das primeiras castas engarrafadas e a ostentar o nome no rótulo. Na denominação de origem “Rias Baixas” composta por cinco sub-regiões (“Ribeira do Ulla”, “Val do Salnés”, “Soutomaior”, “Condado do Tea” e “O Rosal”), a casta estava instalada em 5320 hectares, em 2008.

Credits: DO Rias Baixas

Em Portugal, na denominação de origem dos Vinhos Verdes, e em especial na sub-região de Monção e Melgaço, a casta estava instalada em 1535 hectares, no ano de 2018. No entanto a casta encontra-se bastante disseminada nas restantes sub-regiões, bem como, um pouco por todo o país.

Credits: Vine to Wine Circle

Nos Estados Unidos da América, a casta também se encontra implantada nos estados da Califórnia (52 hectares), Oregon e Washington. No Uruguai, a empresa Bouza plantou a casta no arredores de Montevideu com bons resultados. Na Nova Zelândia também há registo de plantações e engarrafamentos de vinhos com origem na Alvarinho.

Recentemente, o comité oficial francês autorizou a plantação da casta em algumas regiões.

Parentalidade

A análise ao DNA da casta sugere que deu origem à Caíño Blanco (ESP) por combinação com a Amaral (PT) ou Caíño Bravo (ESP).

O mesmo tipo de análise revelou que a Alvarinho não é idêntica à Albarín Blanc (ESP) também conhecida como Blanco Lexítimo (ESP) e também não não é uma mutação de cor da Alfrocheiro (PT).

Notas de Prova

O vinho caracteriza-se por uma cor que pode variar entre o amarelo-esverdeado quando jovem até ao amarelo palha após alguns anos de evolução em garrafa. Aromas distintos que podem oscilar entre o marmelo, pêssego, banana, limão, maracujá e líchia, a flor de laranjeira, violetas, avelã, noz e mel. O sabor é complexo, harmonioso, encorpado e persistente.

Fontes

  • Böhm, Jorge (2007), Portugal Vitícula – O Grande Livro das Castas, Chaves Ferreira Publicações, Lisboa
  • Robinson, Jancis; Harding, Julia; Vouillamoz, José (2012), Wine Grapes: A Complete Guide to 1,368 Vine Varieties, including their Origins and Flavours, Penguin Group, Londres
  • www.vinetowinecircle.com (2 de março de 2020)

Deixe uma resposta